domingo, 12 de junho de 2011

Namorados

Namoro

Como podemos ter a certeza de amar alguém de verdade?

A experiência mostra (por vezes dolorosamente) que nestes casos, nem sempre se consegue ver as coisas de uma forma muito clara. Em todo caso não é muito fácil estar seguro de si mesmo ou dos seus sentimentos, e apoiar-se em provas e sinais muito reais.

Isto se explica pelo fato do amor não ser como uma idéia (definível) ou um fenômeno material (possível de medir), ele está dentro do "campo da escolha". E portanto, pegando uma frase de S. Boaventura: "A medida do amor - e o seu critério - é o amor". No entanto existem alguns critérios "práticos" (mas não exaustivos):

Será que eu amo o meu amigo(a), ou antes amo o amor que sinto por ele(ela)? Muitas vezes estamos de tal maneira admirados com o sentimento extraordinário que reveste o amor, que podemos deixar de dar atenção ao outro...

Sendo assim, a pergunta não seria: "será que eu o(a) amo?", mas sim: "será que eu tenho o desejo de o(a) amar?" (uma vez que o amor não é um sentimento, mas mais uma decisão, uma escolha, um "querer amar").

Por fim, não esqueçamos que o amor é uma relação entre duas pessoas! Só se pode falar de amor se houver reciprocidade. O melhor meio de verificar se existe ou não, é fazer a pergunta (no momento certo e com tato!) àquele ou àquela que é o objeto das minhas ternas afeições!
Comunidade Católica Shalom

sábado, 11 de junho de 2011

O sentido do Pentecostes


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Com ele tem início a ação evangelizadora para todas as nações
Para entendermos o verdadeiro sentido da Solenidade de Pentecostes, precisamos partir do texto bíblico que nos apresenta na narração: "Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua" (At, 2, 1-6). Essa passagem bíblica apresenta o novo curso da obra de Deus, fundamentada na Ressurreição de Cristo, obra que envolve o homem, a história e o cosmos.

O Catecismo da Igreja Católica diz que: "No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da Sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito" (CIC, n. 731).

Nessa celebração somos convidados e enviados para professar ao mundo a presença d'Ele [Espírito Santo]. E invocarmos a efusão do Espírito para que renove a face da terra e aja com a mesma intensidade do acontecimento inicial dos Atos dos Apóstolos sobre a Igreja, sobre todos os povos e nações.

Por essa razão, precisamos entender o significado da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: "O termo Espírito traduz o termo hebraico Ruah que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d'Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito Divino. Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às Três Pessoas Divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos espírito e santo" (CIC, n. 691).

A Solenidade de Pentecostes é um fato marcante para toda a Igreja, para os povos, pois nela tem início a ação evangelizadora para que todas as nações e línguas tenham acesso ao Evangelho e à salvação mediante o poder do Espírito Santo de Deus.

O Papa Bento XVI fala sobre esse processo de reunificação dos povos a partir de Pentecostes: "Tem início um processo de reunificação entre as partes da família humana, divididas e dispersas; as pessoas, muitas vezes, reduzidas a indivíduos em competição ou em conflito entre si, alcançadas pelo Espírito de Cristo, abrem-se à experiência da comunhão, que pode empenhá-las a ponto de fazer delas um novo organismo, um novo sujeito: a Igreja. Este é o efeito da obra de Deus: a unidade; por isso, a unidade é o sinal de reconhecimento, o 'cartão de visita' da Igreja no curso da sua história universal. Desde o início, do dia do Pentecostes, ela fala todas as línguas. A Igreja universal precede as Igrejas particulares, as quais devem se conformar sempre com ela, segundo um critério de unidade e universalidade. A Igreja nunca permanece prisioneira de confins políticos, raciais ou culturais; não se pode confundir com os Estados, nem sequer com as Federações de Estados, porque a sua unidade é de outro tipo e aspira a atravessar todas as fronteiras humanas" (Bento XVI, Homilia na Solenidade de Pentecostes, 23 de maio 2010).

terça-feira, 31 de maio de 2011

Como é ser um jovem católico?


Entende-se por católico, aquela pessoa que aderiu à religião Católica para o seguimento a Jesus Cristo. Ser católico não é só dizer que é, mas seguir com amor o que Ela – A Igreja – nos apresenta e nos propõe para um seguimento fiel a Jesus Cristo. Deve-se escutar sempre a Palavra de Deus e praticá-la, observar os mandamentos de Deus e da Igreja, servir e amar os irmãos, participar das pastorais e movimentos, celebrar os Sacramentos, especialmente a Eucaristia, Ápice da Vida da Igreja.
Ser católico não é fácil, menos ainda nos tempos modernos. As críticas à Igreja e à Doutrina Católica são bastante, o protestantismo aumenta a cada dia, os fieis cada vez mais dispersados no mundo. Se para os mais experientes é difícil, quanto mais para um jovem, que sempre está em mudança, com sua garra e disposição, agitado, sempre em discernimento. Como ser um jovem católico ativo na Igreja?
Muitos têm uma pequena concepção que “a Igreja é pra gente velho”, mas não ver que hoje a maioria dos padres são jovens e que têm muitos jovens ativos na comunidade e são felizes por isso. A Igreja é rica em movimentos e pastorais, ou seja, em ministérios e  vem investindo muito em como evangelizar a juventude. Hoje existe a PJ (pastoral da juventude), o EJC (Encontro de Jovens com Cristo), vários encontros para jovens, como, por exemplo o DNJ (Dia Nacional da Juventude),  a Catequese, especialmente da Crisma, que são jovens os catequistas. A Igreja está aberta para a novas comunidades de vida e aliança e aos novos carismas.Hoje muitos jovens são participantes da Renovação Carismática Católica, que vem sendo uma grande ajuda na evangelização da juventude.
O jovem tem muitas opções para ser um católico fiel e ativo, basta ser incentivado, querer e ter responsabilidade. Ser um jovem católico nos proporciona novas conquistas, amizades, um bom relacionamento com o próximo e um grande amigo: DEUS. O jovem é bem querido na Igreja e é o futuro desta mesma Igreja. Por isso vamos aderir com amor a proposta da Igreja em seus ministérios diversos e servir a Deus na observância da Palavra, Eucaristia, Caridade e anunciar o Cristo, que é Caminho, Verdade e Vida.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Deus de lado!

                                                                                   A vida é muito grande para irmos vivendo, levando com a barriga, deixando as escolhas a serem feitas na mão de outros e a oportunidade de decidir, literalmente, ser terceirizada.
Não é à toa que o Papa, na mensagem do Dia Mundial da Juventude, nos chama atenção para isso. Ele pede para estarmos enraizados e fundados em Cristo, firmes na fé. O bacana é que as três palavras sob o ponto de vista gramatical estão no passivo: isto significa que é o próprio Cristo que toma a iniciativa de erradicar, fundamentar e nos tornar firmes. Não como uma terceira pessoa, mas como uma segunda. 1 “tu”. Alguém que não se preocupa com resultados, e sim, com lutas de amor.

Quantas vezes não quis viver minha vida por mim mesmo e busquei em Deus apenas um “paliativo” para o momento de “ deprê” ou até mesmo como um “Chapolim Colorado” que, à minha súplica, “Oh, e agora, quem poderá me defender?” pudesse aparecer e resolver todas as coisas sem o menor esforço.
Deus é a pessoa que se relaciona, que quer de nós um tu a tu. Isso nos enraíza no que não passa, pois tudo passa! Deus não. Ele nos fundamenta no que é firme, concreto e não em um modismo que, de tempos em tempos, muda. Ele é o mesmo de ontem de hoje e de sempre.
Sei que você, que está lendo esse texto, deseja algo mais que a vida cotidiana regular, que um emprego seguro, grana no bolso, e etc. sentimos o desejo pelo o que é realmente grande e que alimenta nossa sede de eternidade e felicidade. Fomos criados para aquilo o que é grande, para o infinito. Qualquer coisa é insuficiente. Fomos criados para Deus. Um Deus, um Tu!
E, neste tempo, que parece que querem colocar Deus de lado, precisamos com nossa vida proclamar: Não coloco Deus de lado, mas sim ao meu lado. Sempre comigo nas subidas e descidas da vida. Minha raiz, minha base sólida e eficaz.
Não tenho receio de contar com Ele no meu dia a dia nos meus momentos de alegria e de tristeza. Desejo o que Ele deseja para mim, pois sei que o que Ele tem será sempre maior. Será sempre uma preparação para o céu! Assim, a vida torna-se autentica e nunca “genérica”. Somos de Deus, estamos no mundo e desejamos o céu!


Adriano Gonçalves
www.cancaonova.com.br